fev
07

Entenda por que o by pass gástrico é o procedimento cirúrgico contra a obesidade mais realizado no Brasil
Publicado em Cirurgias, Obesidade por cecmi em 2012
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De 2003 até hoje, o volume de cirurgias da obesidade cresceu 270% no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Metabólica e Bariátrica (SBCBM). Esta estatística coloca nosso País na segunda posição do ranking mundial de cirurgias bariátricas, atrás apenas dos Estados Unidos, com 300 mil procedimentos/ano, e está relacionada diretamente com o aumento da população obesa.

Uma vez instalada a obesidade, não raro surgem complicações que levam ao comprometimento da saúde geral e da qualidade de vida dos indivíduos, tornando-se cada vez mais difícil revertê-la pelos métodos convencionais. É neste estágio que a cirurgia bariátrica passa a ser indicada.

Dentre os vários procedimentos cirúrgicos disponíveis atualmente, o by pass gástrico é indicado em mais de 80% dos casos. De acordo com o cirurgião do aparelho digestivo que opera no Hospital CECMI, dr. Denis Pajecki, o procedimento tem alta demanda por já estar bem consolidado, com bons resultados na perda de peso em longo prazo, mínima incidência de complicações e efeitos adversos.

A cirurgia caracteriza-se pela criação de uma pequena bolsa gástrica, com a reconstrução do trânsito gastrointestinal. Assim, a maior parte do estômago, o duodeno e o jejuno proximal são excluídos do trânsito alimentar. A colocação de um anel de contenção ao redor da pequena bolsa gástrica também pode ser aplicada ao procedimento.

Reduzindo-se o tamanho do estômago, a comida que chega ao intestino terminal estimula a secreção de hormônios, responsáveis pela sensação de saciedade e que também atuam na produção de insulina, motivo pelo qual a cirurgia é reconhecida por controlar o diabetes tipo II, em mais de 70% dos casos.

Dr. Denis ainda destaca que a cirurgia é realizada em menor tempo, trazendo mais benefícios ao paciente, especialmente se realizada por videolaparoscopia, como menos risco de infecções, rápida recuperação pós operatória, menor tempo de permanência no hospital e breve retorno às atividades cotidianas.

“O emagrecimento máximo ocorre entre 18 e 24 meses após a cirurgia, sendo que a perda varia entre 30 a 40% do peso inicial, dependendo do grau de obesidade, da facilidade do individuo para a perda de peso, da prática de atividade física e da reeducação alimentar”, relata dr. Denis

O tratamento continua mesmo após a cirurgia, com a manutenção de hábitos de vida saudáveis para evitar que o paciente volte a engordar. “Em qualquer tratamento da obesidade, seja clínico ou cirúrgico, há a possibilidade de reaquisição de peso, porém essa possibilidade diminui consideravelmente quando o paciente tem comprometimento com o acompanhamento médico, nutricional e psicológico contínuo”, enfatiza o cirurgião.

Dr. Denis Pajecki

Mestre e doutor em cirurgia do aparelho digestivo pela FMUSP. Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva e do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, além de Diretor do Departamento de Cirurgia da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Sindrome Metabólica).


jan
20

Silicone de mama: saiba identificar possíveis complicações
Publicado em CECMI, Cirurgia Plástica por cecmi em 2012
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Com a recente divulgação sobre mulheres que tiveram vazamento de suas próteses de mama, surgiram muitas dúvidas em quem possui ou pretende colocar silicone. Os casos serviram de alerta, especialmente porque as próteses envolvidas nos exemplos citados pela imprensa eram de origem industrial, não indicada para o uso humano.

Segundo o dr. Luiz Philipe Molina, cirurgião plástico que atua no Hospital CECMI (Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasivas) e  que nos forneceu algumas dicas de como identificar possíveis problemas relacionados à prótese implantada, a qualidade do produto é muito importante para a segurança do procedimento, embora exista risco de rompimento em todas as marcas.

É importante ficar atento aos sinais de complicação. “Tanto para o rompimento, quanto para o vazamento  ou encapsulamento do silicone de mama, os principais sintomas são a mudança da consistência da prótese, que fica mais endurecida, e a alteração do seu formato”, explica o cirurgião, ressaltando que esses sintomas aparecem gradualmente e podem ou não ser acompanhados de dores na região.

O médico ainda explica que o vazamento do silicone pode ocorrer em quaisquer próteses, em função da qualidade do invólucro utilizado, que também é de silicone, porém de outro tipo, mais firme e duro. Por isso, a qualidade do produto é muito importante.

Embora não seja possível evitar tais complicações, dr. Molina orienta sobre a importância da visita ao médico responsável pelo procedimento uma vez por ano. “Além do autoexame rotineiro, a mulher deve fazer uma revisão anual dos implantes com o cirurgião plástico. Dependendo da situação da prótese, poderão ser solicitados exames mais específicos, como a mamografia, a ultrassonografia e a ressonância magnética, que são os melhores exames para diagnosticar qualquer alteração em próteses de mama”, esclarece.

Lembre-se, antes de se submeter a qualquer procedimento cirúrgico procure um médico de confiança, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, e esclareça todas as suas dúvidas sobre o procedimento a que irá se submeter, incluindo os produtos a serem utilizados.

Dr. Luiz Philipe Molina

Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), especialista e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), membro da American Society of Plastic Surgeons (ASPS).


jan
06

Cirurgia da obesidade reduz risco de eventos cardiovasculares
Publicado em Obesidade por cecmi em 2012
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Indivíduos adultos obesos que se submeteram à cirurgia da obesidade (bariátrica) possuem menores riscos de complicações cardiovasculares, de acordo com estudo sueco divulgado no Journal of American Medical Association. O trabalho avaliou informações de um relevante número de 4.047 indivíduos, sendo 2.010 que fizeram a redução do estômago (nas técnicas de by pass gástrico, banda gástrica e gastroplastia vertical) e 2.037 que receberam o tratamento convencional de orientações dietéticas e prática de atividades físicas (grupo controle), durante o período de 14 anos.

Foram identificadas incidências de novos casos de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral em ambos os grupos. Os que realizaram a cirurgia da obesidade apresentaram uma taxa significativamente menor de ataques cardíacos (199 casos contra 244 no grupo controle).

A conclusão dos autores foi que a mudança de hábitos não é mais eficiente na prevenção de eventos cardíacos em relação às cirurgias bariátricas em adultos obesos.

Fonte: Journal of American Medical Association


dez
19

Boas Festas!
Publicado em CECMI por cecmi em 2011
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Estamos encerrando mais ano de muitas atividades, nas quais procuramos levar a todos os nossos amigos, pacientes, colaboradores e parceiros, informações úteis para uma melhor qualidade de vida.

Queremos agradecer a todos pela contribuição em mais um ano de sucesso, desejando um 2012 de muita saúde.


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