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Entenda por que o by pass gástrico é o procedimento cirúrgico contra a obesidade mais realizado no Brasil
De 2003 até hoje, o volume de cirurgias da obesidade cresceu 270% no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Metabólica e Bariátrica (SBCBM). Esta estatística coloca nosso País na segunda posição do ranking mundial de cirurgias bariátricas, atrás apenas dos Estados Unidos, com 300 mil procedimentos/ano, e está relacionada diretamente com o aumento da população obesa.
Uma vez instalada a obesidade, não raro surgem complicações que levam ao comprometimento da saúde geral e da qualidade de vida dos indivíduos, tornando-se cada vez mais difícil revertê-la pelos métodos convencionais. É neste estágio que a cirurgia bariátrica passa a ser indicada.
Dentre os vários procedimentos cirúrgicos disponíveis atualmente, o by pass gástrico é indicado em mais de 80% dos casos. De acordo com o cirurgião do aparelho digestivo que opera no Hospital CECMI, dr. Denis Pajecki, o procedimento tem alta demanda por já estar bem consolidado, com bons resultados na perda de peso em longo prazo, mínima incidência de complicações e efeitos adversos.
A cirurgia caracteriza-se pela criação de uma pequena bolsa gástrica, com a reconstrução do trânsito gastrointestinal. Assim, a maior parte do estômago, o duodeno e o jejuno proximal são excluídos do trânsito alimentar. A colocação de um anel de contenção ao redor da pequena bolsa gástrica também pode ser aplicada ao procedimento.
Reduzindo-se o tamanho do estômago, a comida que chega ao intestino terminal estimula a secreção de hormônios, responsáveis pela sensação de saciedade e que também atuam na produção de insulina, motivo pelo qual a cirurgia é reconhecida por controlar o diabetes tipo II, em mais de 70% dos casos.
Dr. Denis ainda destaca que a cirurgia é realizada em menor tempo, trazendo mais benefícios ao paciente, especialmente se realizada por videolaparoscopia, como menos risco de infecções, rápida recuperação pós operatória, menor tempo de permanência no hospital e breve retorno às atividades cotidianas.
“O emagrecimento máximo ocorre entre 18 e 24 meses após a cirurgia, sendo que a perda varia entre 30 a 40% do peso inicial, dependendo do grau de obesidade, da facilidade do individuo para a perda de peso, da prática de atividade física e da reeducação alimentar”, relata dr. Denis
O tratamento continua mesmo após a cirurgia, com a manutenção de hábitos de vida saudáveis para evitar que o paciente volte a engordar. “Em qualquer tratamento da obesidade, seja clínico ou cirúrgico, há a possibilidade de reaquisição de peso, porém essa possibilidade diminui consideravelmente quando o paciente tem comprometimento com o acompanhamento médico, nutricional e psicológico contínuo”, enfatiza o cirurgião.
Dr. Denis Pajecki
Mestre e doutor em cirurgia do aparelho digestivo pela FMUSP. Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva e do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, além de Diretor do Departamento de Cirurgia da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Sindrome Metabólica).






