Cirurgias > Perguntas Frequentes
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1 – O que é um procedimento minimamente invasivo?

Procedimento minimamente invasivo é aquele que agride menos os tecidos durante a realização de uma cirurgia. Ou seja, as incisões para atingir os órgãos que serão reparados são reduzidas em extensão pela melhoria da técnica cirúrgica com diminuição das incisões e etapas ou pela incorporação de equipamentos de alta tecnologia. Tais aparelhos permitem a realização do procedimento através de furos com o uso de videolaparoscopia ou até mesmo da robótica. Este é um conceito em constante evolução que está sendo incorporado por grande parte da medicina.

2 – As cirurgias minimamente invasivas podem substituir qualquer cirurgia convencional?

Apesar de ser usada em diversos tipos de tratamentos antes realizados apenas através do método tradicional, ainda não é possível substituir todos os procedimentos cirúrgicos. A técnica é utilizada preferencialmente em pacientes com internação eletiva - em cirurgias que podem ser agendadas com antecedência e todos os exames realizados previamente. Porém, já há uma experiência inicial de aplicação em procedimentos de urgência nos melhores centros hospitalares do mundo, em casos como apendicectomia, colecistectomias e reparos de alguns traumas.

3 – Quais os benefícios das cirurgias minimamente invasivas?

Os benefícios das cirurgias minimamente invasivas são vários, tais como redução da extensão do corte cirúrgico beneficiando a recuperação, cicatrização e estética. Redução do tempo do procedimento, da exposição do paciente à infecções e diminuição das complicações pós-operatórias, que possibilitam o retorno do paciente mais rápido à sua rotina diária. Em média, a técnica cirúrgica por vídeo favorece a redução do processo de recuperação pós-operatória em 15 dias, comparada com o método convencional. No caso de uma colecistectomia convencional são necessários pelo menos 15 dias para que o paciente volte às suas atividades. No entanto, com a realização do procedimento por videolaparoscopia, o período de recuperação total é de uma semana.

4 – Quais seus riscos?

Os riscos são os mesmos inerentes a qualquer tipo de procedimento cirúrgico, ainda que minimizados pela melhoria das técnicas cirúrgicas e da sofisticada tecnologia hoje disponível. Os pacientes continuam submetidos a anestesias, cortes, manipulação e amputação de órgãos e suturas. Pessoas com idade avançada, histórico de diabetes, hipertensão, distúrbios circulatórios e hemorrágicos exigem a mesma atenção, independentemente da técnica cirúrgica aplicada.

5 – Qualquer hospital oferece a opção de cirurgias minimamente invasivas?

Hospitais de grande porte, desde que bem equipados e que continuamente investem na melhoria de sua estrutura tecnológica e na capacitação de seu corpo clínico, no mundo e no Brasil, podem realizar procedimentos minimamente invasivos.

O conceito apresentado pelo CECMI, no entanto, é novo, pois tem como único foco o ato cirúrgico e eventuais complicações, contando com todos os recursos necessários, sem agregar alto custo de diagnóstico e pronto socorro, por exemplo.

6 – Qual a diferença do CECMI e de um Hospital-Dia?

A diferença é muito grande. O conceito de hospital-dia encontra-se ultrapassado como forma efetiva de assistência cirúrgica para um grande número de procedimentos. Este modelo de assistência somente realiza procedimentos de pequeno porte, que utilizem anestesia local ou de curta duração, pois quaisquer cirurgias com tempo maior do que duas horas requerem um período mínimo de seis horas de internação.

No caso de um centro especializado em cirurgias minimamente invasivas é imprescindível disponibilizar tecnologia de última geração. É possível realizar um grande número de procedimentos eletivos, com segurança e toda retaguarda médica-hospitalar necessária para a imediata e perfeita recuperação do paciente. Além disso, tem estrutura física, equipe médica e de enfermagem para dar suporte total ao paciente que necessita pernoitar no hospital, para se restabelecer plenamente da cirurgia, o que não é possível num hospital-dia onde a alta é realizada no mesmo dia.

7 – Há treinamento especial para o médico que opera por videolaparoscopia?

Sim, a incorporação de novos métodos de tratamento e novas tecnologias estão diretamente relacionadas com treinamento e capacitação médica. Não apenas o cirurgião titular, mas também toda a equipe de assistentes, anestesistas, engenheiros clínicos e de enfermagem são habilitados para o aprimoramento das técnicas cirúrgicas, garantindo total segurança e resolutividade ao paciente.

8 – Os procedimentos minimamente invasivos são aceitos pelos planos de saúde?

Sim, porque os procedimentos minimamente invasivos em centros especializados oferecem ao mercado uma opção segura e com custos altamente previsíveis. Ao credenciar um hospital ou centro especializado, as operadoras avaliam a estrutura física, tecnológica e principalmente os custos envolvidos. Diferentemente dos grandes hospitais, que necessitam de estoque para inúmeros procedimentos, equipe e serviços de apoio que agregam altos custos, os centros especializados mantêm profissionais, materiais e tecnologia estimados em sua capacidade essencial, oferecendo preços diferenciados.